REVISTA PORTUGUESA DE

MEDICINA
INTENSIVA

VOLUME 9 * NÚMERO 3 * 2000

Editor: Rui Moreno
Editores-Associados: Eduardo Almeida, Eduardo Silva

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Tiragem: 1500 exemplares
Periodicidade semestral
Assinatura anual: 2000$00
Número avulso: 1500$00
ISSN - 0872 - 3087
Depósito legal: No. 62898/93
Registo RRC No. 386

Formação e acreditação em Medicina Intensiva
Rui Moreno
Editor da RPMI

(Texto integral-formacao.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:211

Interleukin-6 as a severity index in intensive care medicine
Pedro Abecasis, José Andrade Gomes, Maria Ricardina Matos, Pedro Aguiar
Unidade de Cuidados Intensivos Gerais, Hospital Egas Moniz, Lisboa
RESUMO
Objectivos: Estudar a Interleucina-6 (IL-6) como indicador da gravidade dos doentes críticos.
Material e métodos: Estudo prospectivo durante 1 ano nos doentes médicos admitidos numa Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) médico-cirúrgica (121 doentes). Na admissão foi colhido sangue para a determinação dos níveis de IL-6 e foi calculado o APACHE II; ambos foram comparados com o resultado hospitalar.
Principais resultados: Os níveis de IL-6 foram significativamente maiores nos falecidos que nos sobreviventes (569 ± 667 pg/ml versus 166 ± 305 pg/ml, p < 0.001). A IL-6 mostrou uma capacidade de predição do resultado hospitalar muito semelhante ao APACHE II.
Conclusões: Os níveis de IL-6 medidos na admissão dos doentes médicos numa UCI médico-cirúrgica, demonstraram uma boa correlação com a mortalidade hospitalar, semelhante à calculada através do APACHE II. Esta capacidade pode indiciar que a IL-6 possa vir a ser utilizada como indicador prognóstico nos doentes críticos do foro médico.

(Texto integral-interleukin.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:213-216

Factores pronósticos para la mortalidad en la peritonitis
Daniel Olivera Fajardo1, Marcos D. Iraola Ferrer2, Frank Alvarez Li2, Pedro R. Nieto Prendes2, Orlando Aguila Melero1
1Servivio de Cirugía; 2Unidad Cuidados Intensivos
Hospital Universitário "Dr. Gustavo Aldereguía Lima", Cienfuegos,Cuba
RESUMEN
Objetivo: Determinar los factores pronósticos para la mortalidad en los pacientes con peritonitis que ingresan en la Unidad de Cuidados Intensivos (UCI).
Material y Métodos: Estudio prospectivo observacional. Los 74 pacientes que ingresaron en la UCI entre el 1ero de enero y el 31 de diciembre de 1998, con el diagnóstico de peritonitis fueron incluidos. Las variables estudiadas fueron: edad, sexo, tiempo pre-operatorio, riesgo quirúrgico, estado físico, clasificación de la intervención quirúrgica.
Se calcularon el Indice Peritonítico de Mannheimer (IPM), el Indice de Disfunción Orgánica Múltiple (IDOM), el Sistema de Puntuación de Intervención Terapéutica (TISS, siglas en inglés), y el Estado Fisiológico Agudo Simplificado II (SAPS II, siglas en inglés), a las 24, 48, y 72 horas de la admisión. Para conocer la fuerza de asociación
existente entre las variables estudiadas y el desen-lace, se realizó un análisis univariado, calculándose el riesgo relativo con un intervalo de confianza del 95%.
Resultados: Las siguientes variables: riesgo quirúrgico malo, estado físico 4 según la ASA, recibir ventilación mecánica, clase IV de TISS a las 24 y 48 horas, DOM a las 24 y 48 horas, SAPS II entre 30 y 39 puntos y 40 ó más a las 24 y 48 horas, ó de 40 o más puntos a las 72 horas, se relacionaron de forma significativa con la muerte.
Conclusiones: Aunque solo fue realizado el análisis univariado las variables que resultaron fuertemente relacionadas con la muerte pueden ser utilizadas en la predicción del desenlace de los pacientes con peritonitis que ingresan en la UCI.

(Texto integral-peritonite.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:217-220

Ética e ventilação mecânica
Pedro Abecasis
Unidade de Cuidados Intensivos Gerais, Hospital Egas Moniz, Lisboa
(Texto integral-etica.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:221-222

Asa presión-volumen en ventilación mecanica : obtencion, interpretacion, y utilidad
José Antonio Benitez
Servicio de Cuidados Criticos y Urgencias, Hospital General "Carlos Haya", Málaga, España
(Texto integral-presion.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:223-228

Ventilación con flujo de gás continuo extratraqueal
Santiago Herrero Fernández
Hospital de Cabueñes, Gijon, España
(Texto integral-flujo.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:229-231

Ventilação mecânica prolongada: caracterização demográfica e factores predisponentes
Arlindo Sousa, Rui Patraquim, Elsa Pina, Clara Nunes, Celso Estevens, Carlos Vilela
Unidade de Cuidados Intensivos, Hospital Distrital de Faro, Faro
RESUMO
Introdução: a Ventilação Mecânica (VM) é um dos componentes do suporte vital em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) e os doentes que dela necessitam formam um segmento crescente da população hospitalar. Por outro lado não está bem caracterizado o grupo de doentes que carece de Ventilação Mecânica Prolongada (VMP).
Objectivos: caracterizar uma população de doentes internada na UCI polivalente do Hospital Distrital de Faro que precisou de VMP. Destacar os principais factores predisponentes para VMP.
Material e métodos: estudo retrospectivo com 18 meses de duração. Critério de inclusão: VM por 24 horas ou mais. Critério de exclusão: descontinuação da VM por 24 horas ou mais. VMP definida como necessidade de VM por mais de 7 dias. Foram avaliados parâmetros demográficos, índice de gravidade (APACHE II), grupos nosológicos e diagnóstico principal.
Resultados: incluídos 207 doentes, repartidos em 2 grupos: A (n=114) - VM com duração de 1 a 7 dias e B (n=93) - VM com duração superior a 7 dias. A idade, o sexo, a mortalidade e a pneumonia não foram diferentes, do ponto de vista estatístico, nos 2 grupos. O tempo de internamento, o tempo de ventilação, o APACHE II, as doenças médicas, as doenças respiratórias e a Doença Pulmonar Crónica Obstructiva (DPCO) foram diferentes nos 2 grupos e essas diferenças tinham significado estatístico (p<0.05).
Conclusões: a VMP condiciona um tempo de internamento aumentado, embora não aumente a mortalidade. As doenças médicas e, em particular, as do aparelho respiratório são factores predisponentes para VMP. A DPCO constitui, individualmente, factor predisponente para VMP.

(Texto integral-vmprolongada.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:233-234

Pulse pressure contour cardiac output: a less invasive form of haemodynamic monitoring
Amanda Alves
Serviço de Medicina, Hospital Garcia de Orta, Almada
RESUMO
O aparecimento de novos métodos de monitorização hemodinâmica menos invasivos e menos susceptíveis de induzir iatrogenia podem vir a abrir novas perspectivas na abordagem do doente crítico. A monitorização hemodinâmico através do sistema de análise de pulse pressure contour tem tido uma implementação crescente em vários unidades de cuidados intensivos de referência mundial, como opção
alternativa aos métodos convencionais, nomeadamente o catéter de Swan-Ganz. Este método envolve a colocação de um catéter de pequenas dimensões (4f) na artéria femoral e um catéter venoso central, permitindo a monitorização contínua do débito cardíaco, do volume sanguíneo intratorácico e da água pulmonar extravascular. A facilidade de colocação, o baixo risco iatrogénico e a fidelidade de leitura e interpretação dos parâmetros tornam este método aliciante na prática do intensivismo.

(Texto integral-output.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:235-237

Marcadores da Sepsis
Pedro Póvoa

Hospital Garcia de Orta, Unidade de Cuidados Intensivos, Almada
RESUMO
A sepsis continua a ser a principal causa de morte dos doentes críticos. O isolamento dos agentes bacteriológicos faz o diagnóstico definitivo da sepsis, no entanto, muitas vezes não se conseguem obter culturas positivas apesar de ser óbvio que o doente se encontra infectado. É então necessário recorrer às manifestações clínicas e laboratoriais
da sepsis para se fazer um diagnóstico, o mais preciso possível. O marcador ideal da sepsis, ou seja aquele que nos diz se o doente está ou não infectado, ainda está por descobrir. Nesta revisão fazemos uma avaliação comparativa dos diferentes marcadores correntemente usados
no diagnóstico da sepsis.

(Texto integral-sepsis.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:239-248

Total splanchnic resuscitation: SIRS and MODS
Paul Marik

Department of Medicine, Washington Hospital Center, Washington DC, USA
(Texto integral-splanchnic.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:249-250

Inmunonutrición en el paciente crítico
Cristobal Galbán

Servicio de Cuidados Intensivos, Hospital Universitário de Santiago, Santiago, España
(Texto integral-nutricion.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:251-255

Compatibilidade da administração de medicamentos em "Y"
Paulo Maia1, Capitolina Pinho2, Gustavo Dias2
1 Serviço de Cuidados Intensivos; 2 Serviços Farmacêuticos
Hospital Geral de S. António, Porto

(Texto integral-compatibilidade.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:257-259

A enfermagem na PTCA e na trombólise farmacológica
Graça Nascimento
Unidade de Cuidados Intensivos Gerais, Hospital Egas Moniz, Lisboa
RESUMO
O enfarte agudo do miocárdio continua a ser uma das principais causas de mortalidade e morbilidade nos países ocidentais. Nos últimos anos foram desenvolvidas técnicas e fármacos extremamente eficazes no tratamento destas situações. Estas terapêuticas têm por base a reperfusão coronária, são de emprego complexo e estão associadas a efeitos secundários potencialmente catastróficos. Faz-se neste trabalho uma revisão da literatura internacional e, em conjunto com a experiência do autor, descrevem-se as bases para a actuação correcta da enfermagem na abordagem
destas situações.

(Texto integral-ptca.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:261-263

Inotrópicos e vasomoduladores em cuidados intensivos
Fernando Morais Torres
Serviço de Anestesiologia, Hospital Egas Moniz, Lisboa
RESUMO
É cada vez mais frequente a utilização de inotrópicos e vasomoduladores, muitas vezes de forma empírica.
Baseando-se na literatura actual, e tentando que essa base se apoie na evidência clínica, o autor reviu os agentes farmacológicos com efeito inotrópico e modulador do tónus vascular.
Conclui, descrevendo as recomendações para suporte hemodinâmico em doentes com quadro séptico.
(Texto integral-inotropicos.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:265-269

Intoxicação aguda por olanzapine: a propósito de um caso clínico
Luísa Moreira Miguel Cortez, Anabela Ferreira, Glória Campello, Lídia Alves, Luísa Guerreiro, Fernando Rosa
Unidade de Cuidados Intermédios, Departamento de Medicina, Matosinhos
RESUMO
A olanzapine é um dos novos agentes antipsicóticos atípicos utilizados no tratamento da esquizofrenia e distúrbios psicóticos do humor [1].
Apresenta-se o caso de um doente de 26 anos de idade com intoxicação aguda por 800 mg de olanzapine e 125 mg de lorazepam. Cerca de 4 horas após a ingestão o doente apresentava depressão profunda do estado de consciência e insuficiência respiratória aguda. Foi internado numa Unidade de Cuidados Intensivos onde foram instituídas medidas de suporte, nomeadamente ventilação invasiva.
Verificou-se uma recuperação gradual do estado de consciência e autonomia respiratória ao fim de 20 horas.
Apresentou permanentemente estabilidade eléctrica e hemodinâmica. Analiticamente registou-se uma discreta rabdomiólise, com integridade das funções renal, hepática e hematológica. O doente teve alta, por transferência, assintomático cerca de 60 horas após a ingestão do
fármaco.
Referem-se os casos de intoxicação aguda por olanzapine descritos na literatura, bem como a forma de abordagem adequada naqueles casos. As propriedades farmacológicas da olanzapine são descritas resumidamente.

(Texto integral-intoxicacao.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:271-272

Fascitis necrosante: un nuevo caso
F. J. Tejada Ruiz, D. Pérez Civantos, M. Zaheri Beryanaki, M. Robles Marcos, V. Jerez Gomez-Coronado, J. A. Juliá Narváez
Unidade Cuidados Intensivos, Hospital Infanta Cristina , Badajoz, España
RESUMEN
La fascitis necrosante es una infección poco habitual y rápidamente invasiva de partes blandas, con importante afectación de tejido subcutáneo y fascias adyacentes, con necrosis local y síntomas sistémicos graves, atribuido a Estreptococos beta-hemolíticos del grupo A (Estreptococo pyogenes), solos o conjuntamente con otros gérmenes, que en los últimos años ha aumentado en frecuencia y gravedad.
El lugar de inoculación puede pasar desapercibido, estar relacionado con un traumatismo o con cirugía abdominal.
Suele ocurrir mayormente en individuos de edad avanzada y con alguna enfermedad de base, principalmente diabetes mellitus y enfermedades vasculares. Su evolución depende de un tratamiento antibiótico y quirúr-gico precoz, a pesar de lo cual presenta una alta mortalidad.
Presentamos un caso de fascitis necrosante debida a Estreptococo del Grupo A o estreptococo pyogenes en una persona mayor con antecedentes de obesidad e hipertensión arterial avanzada, con puerta de entrada en un pequeño traumatismo no penetrante en piel, demora de 24 horas en acudir al hospital tras el comienzo de los síntomas y
desarrollo de miositis, con rápida evolución a shock séptico y fallo multiorgánico, con fallecimiento del paciente 12 horas desde su ingreso en la UCI a pesar de un correcto tratamiento quirúrgico y antibiótico.

(Texto integral-fascitis.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:273-275

Infección en tejidos profundos cervicales: absceso retrofaringeo y faringolateral
Manuel Robles Marcos, F. J. Tejada Ruiz, D. Pérez Civantos, V. Jerez, F. Benítez, J.A. Figueroa, Juliá A. Narvaéz
Unidade Cuidados Intensivos, Hospital Infanta Cristina , Badajoz, España
RESUMEN
Las infecciones de tejidos profundos cervicales, aunque menos frecuente en la actualidad, siguen presentando una alta morbimortalidad. Su origen se inicia por infección en vías respiratorias superiores u odontógena en la mayoría de los casos, siendo abortadas por el rápido comienzo de la antibioterapia.
El conocer las fascias cervicales es un prerrequisito para comprender la etiología, manifestaciones muchas de ellas comunes (fiebre y síntomas de sepsis sistémicos), complicaciones y el tratamiento de estos procesos. El manejo de la vía aérea, la administración de antibióticos por vía sistémica y el drenaje quirúrgico, siguen siendo los tres pilares básicos del tratamiento.
Presentamos el caso de un varón de 46 años que con clínica previa de disnea, odinofagia y fiebre de una semana de evolución y habiendo sido tratado con antibióticos, desarrolló una sepsis con abscesos cervicales en planos profundos, extendiéndose el proceso a una mediastinitis y un empiema pleural.

(Texto integral-infeccion.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:277-279

Radiografia do Mês
Vitor Brotas
Serviço 3 Medicina, Hospital S. António Capuchos, Lisboa
Texto integral-radiografia.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:281-282

Como eu coloco um cistocateter
Nelson José Silva
Serviço 6 Cirurgia, Hospital S. António Capuchos, Lisboa
Texto integral-cistocateter.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:283-284

O Pneumologista e a Medicina Intensiva
Luís Telo
Unidade de Cuidados Intensivos Pneumológicos, Hospital Pulido Valente,, Lisboa
Texto integral-pneumo.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:285-286

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Data de criação: 5 de Março de 2001
Última actualização: 9 de Março de 2001

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