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INTRODUÇÃO
Rui Moreno
Editor da RPMI
(Texto integral-Introdução.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva
2000; 9:115 Breves
noções de embriologia e anatomia do pâncreas
Nelson José Silva, Francisco Oliveira Martins,
Ana Cristina Alves
Serviço 6, Cirurgia Geral, Hospital Santo António
Capuchos, Lisboa
RESUMO
O pâncreas surge durante a 4ª semana de desenvolvimento
embrionário, os autores descrevem as duas bolsas
iniciais e a sua importância para o desenvolvimento do
parênquima pancreático e dos canais excretores. Na 2ª
parte são sumariamente descritas as relações anatómicas,
na generalidade e segmentar entre o pâncreas e as
estruturas vizinhas assim como a vascularização e
inervação do órgão.
(Texto integral-embrio.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva
2000; 9:117-118
Epidemiologia
Teresa Fevereiro1, Umbelina Caixas2,
Inês Vaz Pinto3
1 Hospital Santo António Capuchos, Serviço 3
Medicina, Lisboa
2 Hospital do Desterro, Serviço de Medicina, Lisboa
3 Hospital Condes Castro Guimarães, Serviço de
Medicina, Cascais
RESUMO
A pancreatite aguda grave representa uma pequena parcela
dos internamentos em Cuidados Intensivos. É, no entanto,
uma situação nosológica que evolui com frequência
para um quadro de falência orgânica múltipla, com
importante consumo de recursos técnicos e humanos, com
uma elevada taxa de mortalidade, que não dá mostras de
tender a diminuir.
Procurámos, baseados em alguma da bibliografia
disponível e numa breve revisão dos casos de
pancreatite aguda grave internados em duas Unidades de
Cuidados Intensivos Polivalentes Portuguesas, num
período de 7 anos, caracterizar a epidemiologia desta
situação.
(Texto integral-epidemiologia.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva
2000; 9:119-121
Etiopatogenia
Rogério Godinho
Serviço de Gastroenterologia, Hospital de S.
Francisco Xavier, Lisboa
RESUMO
Apesar de há mais de um século a Pancreatite Aguda (PA)
ser considerada um fenómeno de autodigestão do
pâncreas, a sua patogenia permanece ainda obscura. É
hoje em dia considerada um processo complexo de
estimulações cruzadas e aditivas que envolve três
fases: agressão por múltiplas etiologias distintas;
activação intrapancreática do tripsinogénio e
restantes zimogéneos; progressão e exportação do
processo inflamatório.
As diferentes causas de PA actuam essencialmente através
da obstrução do canal pancreático (PA biliar), supra
estimulação segratogoga (escorpião, organofosforados),
isquemia (pós-transplante cardíaco e vasculites),
toxicidade celular directa (PA tóxica, vírus),
perturbação da homeostasia do cálcio (hipercalcémia)
e diminuição das defesas pancreáticas (PA
Hereditária); o álcool é a etiologia de PA mais
controversa e menos esclarecida, podendo-se-lhe admitir
um mecanismo misto, tóxico e obstrutivo. O fenómeno
comum central a
estas diferentes etiologias parece ser a activação
ectópica, intra-acinar, dos zimogéneos e bloqueio da
sua excreção, num processo dependente da perturbação
do cálcio intracelular, distorção do citoesqueleto
acinar e da co-localização das enzimas pancreáticas.
Uma vez ocorrida activação intrapancreática de
tripsina que supere os mecanismos de defesa -Proteína
Inibidora da Tripsina, autoinactivação da tripsina,
antiprotease séricas - a activação intersticial e
sistémica do tripsinogénio desencadeia uma cascata
inflamatória, local e sistémica, com recrutamento
leucocitário, isquemia, stress oxidativo, peroxidação
lipídica e activação de citoquinas pró-inflamatórias
que condiciona um Síndrome de Resposta Inflamatória
Sistémica, frequentemente complicado de sépsis, o qual
vai determinar a evolução da PA, em cerca de 20% dos
casos terminando na Falência Multi-Órgãos.
(Texto integral-etiopatogenia.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva
2000; 9:123-136
Clínica
Armindo Ramos
Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente, Hospital
do Desterro, Lisboa
RESUMO
A Pancreatite aguda é uma doença resultante de um
processo inflamatório a nível do pâncreas, de
etiologia variada e fisiopatologia ainda não totalmente
esclarecida. A sua expressão clínica não é
específica, variando entre formas moderadas e formas de
elevada gravidade como a Síndroma de Disfunção
Múltipla de Órgãos (MODS). Esta apresentação
clínica está associada à pancreatite aguda
grave e evolui com elevada morbilidade, mortalidade e
custos. Assim, uma correcta avaliação clínica pode
determinar os doentes de maior gravidade, influenciando a
confirmação diagnóstica com exames complementares de
diagnóstico, definir a estratégia terapêutica e
determinar a admissão em Unidade de Cuidados Intensivos
(UCI). Na
pancreatite aguda grave, nem sempre os sinais ou sintomas
mais frequentes são os mais evidentes, sendo importante
objectivar os que mais se correlacionam com a gravidade
da doença.
O diagnóstico precoce e a determinação da gravidade
são fundamentais, pois podem influenciar a evolução e
o prognóstico.
Faz-se uma revisão dos sintomas e sinais que acompanham
esta patologia, assim como do quadro multisistémico.
(Texto integral-clinica.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva
2000; 9:137-139
Laboratório
Pedro Póvoa
Unidade de Cuidados Intensivos, Hospital Garcia de
Orta, Almada
RESUMO
Realizou-se uma revisão da literatura sobre o papel do
laboratório na pancreatite aguda grave. Diversos exames
laboratoriais fornecem dados úteis no diagnóstico e
prognóstico da pancreatite aguda, assim como na
detecção de complicações. Apesar de diversas
limitações a amilasémia
continua a ser o exame laboratorial mais usado no
diagnóstico da pancreatite aguda assim como no
diagnóstico diferencial do abdómen agudo. A proteina
C-reactiva é um bom marcador evolutivo, com
concentrações > 120 mg/l a sugerirem mau
prognóstico (eficácia diagnóstica entre 85 a 90%). A
complicação mais grave e temida é a infecção
pancreática. Tanto a procalcitonina como a proteina
C-reactiva têm sido investigadas como marcadoras desta
complicação, mas há ainda necessidade de mais
investigação até se conhecer em definitivo o peso de
cada um destes marcadores.
(Texto integral-laboratorio.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva
2000; 9:141-144
Radiologia
Diagnóstica
Guida Matos Ferreira, Vasco
Magalhães Ramalho
Serviço de Radiologia, Hospital Curry Cabral, Lisboa
RESUMO
Objectivos: Elaborar Artigo de Revisão sobre o
contributo da Radiologia Diagnóstica na Pancreatite
Aguda (PA) a integrar um número monotemático,
respondendo a convite editorial da Revista Portuguesa de
Medicina Intensiva.
Fontes de Informação: livros de texto de Radiologia e
Artigos publicados em revistas científicas.
Resultados: Síntese da semiologia radiológica e da
opinião prevalecente sobre as indicações, importância
diagnóstica e prognóstica da Radiologia na PA.
Conclusões: A introdução de técnicas tomográficas
relegou para função secundária a Radiologia
Convencional e restringiu a Angiografia nas suas
indicações, permitindo maior capacidade diagnóstica e
de intervenção, centrada no Radiologista como Consultor
na abordagem do problema clínico.
(Texto integral-radiologia.pdf)
RESUMO
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva 2000; 9:
145-149
Terapêutica médica de
suporte
Paulo Martins
Serviço de Medicina Intensiva, Hospitais
da Universidade de Coimbra
RESUMO
Clinicamente, a pancreatite aguda pode assumir um amplo
espectro de apresentações, que vão desde a forma
moderada até a formas mais graves, aliadas a uma elevada
taxa de mortalidade. Esta, está associada ao
aparecimento de falências multiorgânicas (FMO),
estabelecidas durante os primeiros dias da doença.
A terapêutica das pancreatites agudas graves é
fundamentalmente de suporte, tendo por objectivo o
restabelecimento do equilíbrio hidro-electrolítico e
hemodinâmico e a reversão da falência respiratória.
A terapêutica dirigida à redução da secreção
pancreática com somatostatina, não demonstrou nos
diversos ensaios randomizados, benefício significativo
na redução da mortalidade.
Existe uma evidência crescente de que a contenção na libertação
precoce de citoquinas com antagonistas de factores
activadores plaquetares (PAF), poderá reduzir o
aparecimento de FMO e, quando administrado precocemente,
diminuir a taxa de mortalidade, podendo constituir
terapêutica de futuro para as formas mais graves de
pancreatite aguda.
(Texto integral-tmedica.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva
2000; 9: 151-154
Pancreatite aguda grave e
disfunção múltipla de orgãos
Rui Moreno
Hospital Santo António
Capuchos, Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente,
Lisboa
RESUMO
A pancreatite aguda grave acompanha-se frequentemente
pelo aparecimento de uma inflamação sistémica
generalizada, traduzida clinicamente pelos sinais e
sintomas de síndrome de resposta inflamatória
sistémica. Esta situação pode ser auto-limitada ou
conduzir a disfunção progressiva de vários órgãos e
sistemas, ou seja ao chamado síndrome de
disfunção/falência múltipla de órgãos.
Apresentam-se alguns meios de avaliação e
quantificação desta situação, e discutem-se as
principais determinantes do seu aparecimento e o seu
impacto na morbilidade e mortalidade.
(Texto integral-fmo.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva
2000; 9: 155-157
Índices de Gravidade
Ricardo Matos
Hospital Santo António Capuchos, Unidade de Cuidados
Intensivos Polivalente, Lisboa
RESUMO
A estratificação de risco na pancreatite aguda grave
tem sido um tema de debate frequente, continuando a
avaliação precoce da gravidade a ser determinante na
sua abordagem inicial.
A utilização de índices específicos para esta doença
não fez com que os intensivistas parassem os seus
esforços, no sentido de conseguir instrumentos de
prognóstico mais precisos, nomeadamente utilizando
modelos de gravidade gerais ou de disfunção/falência
múltipla de órgão. No entanto esta questão ainda não
está resolvida.
Neste trabalho é feita uma descrição destes índices,
da sua aplicação e resultados neste grupo de doentes.
São ainda apresentados os resultados de um estudo em que
procuramos comparar todos estes modelos, numa mesma
população de doentes com pancreatite aguda grave,
internados numa Unidade de Cuidados Intensivos (UCI)
Polivalente. Concluímos pela melhor capacidade
discriminativa dos índices de prognósticos gerais e do
Sequential Organ Failure Assessment (SOFA) score sobre os
índices específicos, suportando os resultados deste
trabalho a sua utilização na estratificação de risco
destes doentes.
(Texto integral-igravidade.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva
2000; 9: 159-162
Analgesia
Alexandre Carrilho
Hospital do Desterro, Unidade
de Cuidados Intensivos Polivalente, Lisboa
RESUMO
A pancreatite aguda caracteriza-se por um processo
inflamatório agudo do pâncreas.
Na pancreatite aguda grave o processo inflamatório
estende-se aos tecidos peripancreático e retroperitoneal
com áreas de hemorragia e necrose que originam
importantes complicações regionais e sistémicas. A dor
é aguda, intensa, tem um componente somático e visceral
e persiste por vários dias ou semanas. A ansiedade, a
privação de sono e distúrbios psiquiátricos são
factores adjuvantes que podem amplificar a dor e que
devem ser corrigidos, aplicando-se, a estes doentes, as
normas e protocolos de sedação em UCI que contemplam
fármacos analgésicos.
Só com uma monitorização contínua da dor, do efeito
analgésico e dos efeitos secundários obtidos e mediante
uma intervenção contínua, directa e ajustada às
necessidades individuais de cada doente, se consegue
obter sucesso na analgesia.
Na pancreatite aguda os analgésicos preferidos são os
opióides por via endovenosa.
A petidina em bólus por via endovenosa tem sido o
opióide mais utilizado, no entanto, actualmente, o seu
benefício na pancreatite não se confirma não se
recomendando a sua administração por mais de 48 horas.
Nos doentes com ventilação espontânea, o tramadol é
uma opção mas o efeito analgésico obtido é muitas
vezes insuficiente. A morfina permanece uma boa opção,
senão a melhor, por permitir uma
analgesia adequada por pancreatite aguda grave e por
haver grande experiência no seu uso, no doente crítico,
por longos períodos de tempo. No doente que apresenta
insuficiência renal o alfentanil em infusão contínua
é preferível, comparativamente à morfina, dado a
ausência de efeitos cumulativos.
A analgesia regional por via epidural proporciona uma
grande eficácia analgésica com menor incidência de
efeitos secundários. É uma técnica que exige
experiência em analgesia epidural e atenção às
contra-indicações. São necessários mais estudos
controlados, com maior número de doentes, para podermos
retirar conclusões sobre a
importância do bloqueio epidural na pancreatite aguda
grave, para além da eficácia analgésica.
(Texto integral-analgesia.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva
2000; 9: 163-166
Antibioterapia
José Manuel Pereira, José
Artur Paiva
Serviço de Cuidados
Intensivos, Hospital de S. João, Porto
RESUMO
A pancreatite aguda é um processo inflamatório
reversível do pâncreas que também pode envolver os
tecidos peri-pancreáticos e/ou outros órgãos ou
sistemas. Apesar dos avanços observados no seu
diagnóstico e tratamento, é uma doença grave, podendo
atingir uma mortalidade de 35% e a pancreatite aguda
necrotizante, que ocorre em
15-20% dos casos de pancreatite aguda, tem uma
mortalidade que ronda os 60%. A necrose pancreática ou
peripan-creática constitui condição fundamental para o
desenvolvimento da infecção, que pode ocorrer
precocemente após o início da sintomatologia, mas
habitualmente ocorre tardiamente no decurso da
pancreatite.
A infecção pancreática determina maior tempo de
hospital-ização,
maior risco de complicações e maior mortalidade.
Os principais microrganismos patogénicos são os bacilos
entéricos Gram negativo, nomeadamente a E. coli.
Contudo, também se observa com relativa frequência
infecção dos tecidos pancreáticos necrosados por cocos
Gram positivos ( Staphylococcus aureus, Enterococcus spp,
Streptococcus faecalis ) e anaeróbios. A infecção por
fungos é rara mas o uso exagerado de antibióticos
poderá modificar no futuro a sua prevalência. O uso
terapêutico de antibióticos é indiscutível e o uso
profilático, não sendo mandatório, é advogado pelas
várias recomendações publicadas.
Atendendo ao espectro de actividade, às características
farmacocinéticas e à frequência dos diversos
microrganismos patogénicos, o imipenem ou as quinolonas
parecem ser os antibióticos mais indicados na profilaxia
antibiótica e tratamento da infecção pancreática,
sendo nesta última situação associados à
necrosectomia.
(Texto integral-antibioterapia.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva
2000; 9: 167-171
Suporte nutricional
Fátima Campante
Hospital Nossa Senhora do
Rosário, Barreiro
RESUMO
Abordam-se os aspectos relativos à etiologia e
fisiopatologia da pancreatite aguda, salientando-se o
papel dos enzimas pancreáticos na patogénese do
processo inflamatório.
Discute-se a importância do suporte nutricional nestes
doentes, à luz dos conhecimentos actuais, com
referência a vias de administração, nutrientes
administrados, questionando-se a inclusão ou não de lípidos.
Conclui-se pela necessidade de estabelecer um esquema de
nutrição adequado a cada doente, de acordo com a
gravidade da situação clínica.
(Texto integral-nutricao.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva
2000; 9: 173-175
Novas terapêuticas médicas
Pedro Duarte
Serviço de Gastroenterologia,
Hospital Santo António Capuchos, Lisboa
RESUMO
A terapêutica médica da pancreatite aguda tem sido,
basicamente, uma terapêutica de suporte e a evolução
favorável da mortalidade nos últimos anos é, em grande
parte, devida à melhoria das condições de vigilância
e terapêutica conseguidos em unidades de cuidados
intensivos.
Diferentes tentativas têm sido feitas no sentido de
alterar o curso da doença, especialmente nas formas
graves, com a utilização de várias substâncias numa
fase precoce da pancreatite aguda. Os resultados foram
desanimadores. O conceito de que, bloqueando o processo
inflamatório sistémico iniciado pela pancreatite, se
poderia evitar o aparecimento de complicações
sistémicas, nomeadamente a falência múltipla de
órgão, e interferir assim com o curso da doença na sua
forma mais grave, levou a ensaios clínicos com o
lexi-pafant, um antagonista do factor activador das
plaquetas.
Pela primeira vez os resultados foram animadores,
sugerindo a possibilidade real de diminuição da
mortalidade na pancreatite aguda grave. No último estudo
de fase III realizado, as expectativas iniciais com este
medicamento, infelizmente, não se concretizaram. Os
conhecimentos entretanto adquiridos mantém a
possibilidade de intervenção precoce como um objectivo
potencialmente atingível.
(Texto integral-nmedicas.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva
2000; 9: 177-179
Radiologia de
Intervenção
Paulo Almeida, Paulo Donato, Fernando
Alves
Serviço de Imagiologia, Hospitais Universidade Coimbra
RESUMO
Os autores fazem uma revisão teórica sobre as
indicações para drenagem das colecções líquidas
peri-pancreáticas e das diferentes modalidades de
drenagem disponíveis. Descrevem a técnica de drenagem
guiada por tomografia computorizada (TC) utilizada e
apresentam os resultados das drenagens efectuadas entre
1995 e Março de 2000 no Serviço de Imagiologia dos
Hospitais da Universidade de Coimbra.
Consideram que a drenagem percutânea guiada por TC é um
método seguro de tratamento de colecções
peri-pancreáticas, que em determinadas situações evita
a cirurgia.
Quando a drenagem percutânea não é eficaz por si só,
permite adiar a intervenção cirúrgica possibilitando a
mesma numa fase de melhor estado geral e menor risco para
o doente.
(Texto integral-radinterv.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva
2000; 9: 181-184
Terapêutica
endoscópica
João Coimbra, Afonso Maldonado,
António Mateus Dias, Rogério Godinho, João Martins,
António Cruz Pinho
Serviço de Gastroenterologia,
Hospital Santo António Capuchos, Lisboa
RESUMO
A Pancreatite Aguda (PA) foi descrita pela primeira vez
no final do século XIX, no entanto, cerca de cem anos
depois, a patogénese ainda não é completamente
conhecida e mantêm-se algumas controversias na
terapêutica.
É uma entidade clinica causadora de grande morbilidade.
Apesar dos avanços médicos e tecnológicos mantém uma
mortalidade significativa que nos casos mais graves pode
atingir os 20 %.
O diagnóstico da etiologia e a avaliação da gravidade
são aspectos importantes na estratégia terapêutica. A
litíase é o factor etiológico mais frequente (50 % dos
casos). Nos doentes com PA litiásica (PAL) a
remoção/eliminação dos cálculos biliares, nas
primeiras horas de internamento, pode modificar a
história natural da doença.
Nas últimas 2 décadas foram efectuados vários estudos
randomizados e controlados, procurando avaliar qual o
método mais eficaz e seguro, e o momento adequado para
remover/eliminar os cálculos biliares na PAL Os métodos
existentes e estudados foram o cirurgico e o endoscópico
(CPRE/ETE). A intervenção cirurgica precoce (primeiras
48-72 h) causa morbilidade e mortalidade inaceitáveis
principalmente nos casos graves. A CPRE/ETE efectuada
também precocemente, reduz a morbilidade, a mortalidade
e a duração média de internamento, especialmente nos
doentes graves e com obstrução biliar.
Os autores discutem as indicações e o momento mais
adequado para a realização da CPRE/ETE nos doentes com
PAL. Fazem uma revisão da literatura mundial e
apresentam a sua experiência.
(Texto integral-endoscopia.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva
2000; 9: 185-192
Terapêutica cirúrgica
Francisco Oliveira Martins,
Nelson José Silva, Ana Cristina Alves
Serviço 6, Cirurgia Geral,
Hospital Santo António Capuchos, Lisboa
RESUMO
A pancreatite aguda pode ter envolvimento quer regional
ou à distancia. Os autores começam por referir a
importância, na avaliação inicial, da estratificação
da gravidade e as suas implicações na abordagem
terapêutica. Todos os doentes devem ser estratificados
e, os critérios (Ranson, PCR, APACHE II, SAPS, etc.)
utilizados também permitem a
monitorização/avaliação prognóstica. Na terapêutica
da pancreatite aguda grave, a abordagem cirúrgica deve
estar integrada numa equipa multidisciplinar e, por
vezes, implica a laparotomia.
A terapêutica cirúrgica da pancreatite aguda é
complexa mas válida. Adopção de uma estratégia é
fundamental pois, as complicações precoces ou tardias e
a morbilidade e mortalidade são elevadas. Os doentes com
necrose pancreática infectada eram operados sendo feito
desbridamento e colocados sistemas de aspiração-lavagem
continua.
Relaparotomia planeadas para necrosectomia através de
laparostomia ou, relaparotomia de necessidade podem ser
usadas. Outros procedimentos cirúrgicos são descritos.
A utilização da necrosectomia video-assistida é
discutida.
(Texto integral-cirurgia.pdf)
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva
2000; 9: 193-198
Data de
criação: 5 de Março de 2001
Última actualização: 6
de Março de 2001 Copyright©2001
Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos
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