REVISTA PORTUGUESA DE

MEDICINA
INTENSIVA

VOLUME 8 * NÚMERO 1 * JUNHO DE 1999

Editor: Rui Moreno
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Tiragem: 2000 exemplares
Periodicidade semestral
Assinatura anual: 2000$00
Número avulso: 1500$00
ISSN - 0872 - 3087
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EDITORIAL
Dr. Rui Moreno
UCIP - Hospital dos Capuchos

(Texto integral-Editorial.pdf)

A REVISTA E OS ENFERMEIROS
Enf. Paulo Baltazar
UCIP - Hospital dos Capuchos
(Texto integral-EditorEnf.pdf)

NUTRIÇÃO ENTÉRICA NO DOENTE CRÍTICO: VANTAGENS, MITOS E REALIDADE
Dr. Vitor Lopes (1), Dr. João Cunha (2)
(1) Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente, Hospital do Desterro, Lisboa
(2) Unidade de Cuidados Intensivos, Centro Hospitalar Conde S. Januário, Macau
RESUMO
Objectivo: analisar a actual importância da nutrição entérica em doentes de cuidados intensivos.
Fonte de Dados: revisão em "Medline" das referências bibliográficas disponíveis.
Resultados: apesar das alterações da motilidade gastrointestinal frequentemente presentes no doente crítico, particularmente a gastroparésia, todas as estratégias disponíveis devem ser tentadas no sentido de se alimentar estes doentes por via entérica. A não utilização da via digestiva associa-se a degenerescência da arquitectura intestinal e a possível translocação bacteriana. Por outro lado, a utilização exclusiva da nutrição parentérica total aumenta a morbilidade relacionada com a sépsis e os custos.
Conclusão: as vantagens evidenciadas pela nutrição entérica (NE) ultrapassam o simples fornecimento de calorias e proteínas, incluindo a modulação da resposta imunitária, o fornecimento de nutrientes para a manutenção da integridade da mucosa intestinal e a possível prevenção da translocação bacteriana. Sempre que possível, a alimentação do doente crítico deverá ser administrada por via entérica. A NE em doentes críticos deve tornar-se numa obsessão. A utilização de protocolos permite alcançar, na maioria dos doentes, o fornecimento calórico-proteico pretendido.

PALAVRAS CHAVE: Nutrição, Nutrição entérica, Cuidados Intensivos, Motilidade gastro-intestinal, acesso entérico, dieta entérica
(Texto integral-nutenter.pdf)

ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA NO DOENTE CRÍTICO: UMA PERSPECTIVA DE ENFERMAGEM
Enfª. Maria da Luz Bordalo, Enfª. Cesaltina Anes, Enf. Vítor Almeida; Enf. Isabel Simões
Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente, Hospital de Santo António dos Capuchos
RESUMO
O suporte nutricional é essencial no sucesso do tratamento do doente critico. A alimentação entérica como método preferencial há muito que deixou de ser assunto controverso, devido ao seu baixo custo, aos efeitos benéficos na mucosa intestinal e ao menor número de complicações.
Pretendemos assim com esta revisão responder a questões correntes "quem alimentar?", "porquê alimentar?", "como alimentar?" e "como prevenir e tratar as complicações?" tendo a noção que para o sucesso da alimentação entérica é fundamental evitar os falsos diagnósticos de intolerância.
A implementação e utilização de um protocolo de administração de alimentação entérica é fundamental para o sucesso da mesma.
PALAVRAS CHAVE: Nutrição, Nutrição entérica, Cuidados Intensivos.
(Texto integral-AEntEnf.pdf)

COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS DO CATETERISMO VENOSO CENTRAL: ESTUDO PROSPECTIVO DE 1 ANO
Dr. Pedro Póvoa, Dr. Antero Fernandes, Dr. Eduardo Almeida, Dr. Pedro Moreira, Dr. Rui Mealha, Dr. Henrique Sabino
Unidade de Cuidados Intensivos
Hospital Garcia de Orta
Almada
RESUMO
Introdução – As infecções associados aos catéteres venosos centrais (CVC) são a 2ª infecção nosocomial mais frequente nas Unidades de Cuidados Intensivos.
Objectivos – Estudar a incidência e analisar os factores de risco das infecções dos CVC.
Material e Métodos – A colocação e manuseamento dos CVC foi feita de acordo com protocolo estabelecido. Todos os CVC colocados e retirados durante 1 ano foram incluidos prospectivamente. Foram comparadas as taxas de infecção de acordo com a localização (jugular interna, subclávia e femural), com o tipo (multi-lúmen, introductor, hemodiálise e alimentação parentérica) e com a forma de colocação dos CVC (1ª vez, 2ª vez "de novo" e mudança por fio-guia).
Resultados – Foram estudados 109 CVC. O tempo de permanência dos CVC teve uma mediana de 11 dias (1 a 49). O nº de infecções de CVC por 1000 dias de cateterização foi de 7.5 (intervalo de confiança a 95%: 2.9 a 12) e o nº de bacteriémias relacionada com CVC por 1000 dias foi de 0.7. Apenas se encontraram diferenças nos introductores e os CVC para alimentação parentérica que apresentaram maior incidência de infecções que os outros CVC
(P=0.02). A duração de cateterização >= 11 dias constituiu factor de risco para infecção (risco relativo 6.07; intervalo de confiança a 95%: 1.07-34.52; P=0.042).
Conclusões - Os introductores e os CVC usados para alimentação parentérica apresentaram uma maior incidência de infecções comparativamente aos CVC multi-lúmen e de hemodiálise. O único factor de risco significativo para infecção foi a duração da cateterização >= 11 dias.
Palavras-chave - catéter venoso central, infecção nosocomial, mudança do catéter
(Texto integral-complinf.pdf)

CATÉTERES VENOSOS CENTRAIS E INFECÇÃO: PROPOSTA DE PROTOCOLO
Dr. João Cunha(1), Dr. Pedro Póvoa(2)
(1) Unidade de Cuidados Intensivos; Centro Hospitalar Conde de S. Januário, Macau
(2) Unidade de Cuidados Intensivos, Hospital Garcia de Orta, Almada
RESUMO
Os autores fizeram uma revisão crítica da literatura tendo em conta o desenho e composição dos Catéteres Venosos Centrais (CVC), a selecção do local e procedimentos de inserção, dos cuidados com os CVC e a sua remoção, com intenção de avaliar o impacto destas variáveis nas complicações infecciosas relacionadas com manuseamento de CVC.
Conclui-se e recomenda-se, para minimizar as complicações infecciosas a um razoável ratio custo benefício que: 1) uso de CVC de lumen único, a menos que haja clara indicação para multi-lúmen; 2) inserção por via sub-clávia, caso não existam complicações relativas (diátese hemorrágica, ventilação com pressão positiva; deformações anatómicas); 3) emprego de técnica estéril do local e procedimento de inserção; 4) penso seco e estéril e sua mudança cada 48 horas; 5) remoção do CVC apenas na presença de pus no local de inserção; 6) substituição por fio-guia se se suspeitar de infecção relacionada com o CVC e cultura do segmento distal do CVC removido. Se esta cultura se revelar positiva o CVC substituto deve ser removido.
PALAVRAS CHAVE: Cateterização venosa central; Infecção; Infecção relacionada com catéter; Cuidados Intensivos
(Texto Integral-Cvcinfec.pdf)

O DOENTE IDOSO NA UNIDADE DE CUIDADOS INTENSIVOS
Drª Rosalina Bairrada, Dr. Fernando Matos, Dr. Carlos Azevedo
Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente / Reanimação
Hospital Geral - Centro Hospitalar de Coimbra
Apresentado como comunicação oral nos Encontros em Lisboa - Actualização em Cuidados Intensivos, Março de 1997
RESUMO
Objectivos: Avaliar as eventuais diferenças quer dos procedimentos efectuados e dos resultados obtidos, a curto e a longo prazo, no doente idoso (Grupo I) internado na UCI, quando comparado com o doente jovem (Grupo J).
Desenho do estudo: Análise retrospectiva de todos os processos clínicos, dos doentes internados na UCI no ano de 1994 e sua reavaliação em consulta de Follow up 1 ano após alta hospitalar. Confronto de resultados no Grupo I e no Grupo J.
Material: No período considerado foram admitidos 165 doentes. Efectuada análise estatística relativa aos dados demográficos, índice de gravidade (APACHE II), proveniência, distribuição por grupos nosológicos; analisados os dados relacionados com o internamento na Unidade e no Hospital (duração de internamento, mortalidade, procedimentos) e os resultados obtidos 1 ano após alta hospitalar (mortalidade, autonomia e qualidade de vida).
Resultados: Dos doentes estudados 28,5%, pertenciam ao Grupo I e 71,5% ao Grupo J.
Dos dados analisados referentes ao período de internamento não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos no que se refere ao APACHE II (corrigido para a idade), tempo de ventilação, mortalidade e procedimentos mas, relativamente aos resultados após alta hospitalar em que os 128 doentes que tiveram alta, foram seguidos 87 (66,4%), a mortalidade foi significativamente mais elevada no Grupo I (40% V.S. 10,8% P < 0.001). Quanto à autonomia verificada e à qualidade de vida mantida após o internamento as diferenças não foram significativas entre os 2 grupos. No conjunto dos doentes, o tempo de ventilação, o APACHE II e o nº de doentes com doença prévia, foram significativamente menores nos sobreviventes.
Conclusões: A idade não influenciou o resultado a curto prazo no doente internado na UCIP, pode no entanto, ter tido influência no prognóstico a longo prazo. Neste estudo os factores que mais influência tiveram nos resultados e sobretudo na mortalidade foram o índice de gravidade, estado de saúde prévio e o tempo de ventilação.
Palavras-Chave: Unidade de Cuidados Intensivos, Idosos, Mortalidade, Qualidade de vida
(Texto integral-idoso.pdf)

OXIGENAÇÃO DURANTE O TRANSPORTE DO DOENTE VENTILADO
Dr. Fernando Rua
Serviço de Cuidados Intensivos
Hospital Geral de Santo António
RESUMO:
O transporte de doentes críticos, submetidos a ventilação mecânica, é uma necessidade bem conhecida, tendo já sido demonstrado em algumas publicações que esta transferência para Hospitais Centrais ou para realização de exames complementares, desde que justificada, pode melhorar o prognóstico dos doentes.
Está também comprovado que este transporte pode ser efectuado com segurança desde que planeado, efectuado por uma equipa experiente e com equipamento adequado.
O objectivo desta revisão é analisar os problemas relacionados com a oxigenação do transporte do doente ventilado.
PALAVRAS CHAVE: oxigenação, ventilação mecânica, transporte, cuidados intensivos
(Texto integral-oxigtran.pdf)

SYSTEMIC VARIABLES AS A PROGNOSTIC INDEX IN INTENSIVE CARE MEDICINE
Prof. Dr. Pedro Abecasis
Unidade de Cuidados Intensivos Geral
Hospital de Egas Moniz

RESUMO
Os índices de gravidade actualmente utilizados nas Unidades de Cuidados Intensivos baseiam-se na recolha e ponderação de múltiplos parâmetros, em geral nas primeiras 24 horas do internamento. Nos últimos anos, algumas variáveis laboratoriais têm sido estudadas, procurando-se saber se elas poderão traduzir a alteração global do meio interior e correlacionar-se assim com a gravidade da doença. Neste artigo faz-se um ponto da situação em relação às variáveis propostas com esta finalidade e que traduzem as respostas inflamatórias, imunológicas e endócrinas do organismo à agressão.
Descrevem-se ainda algumas das múltiplas influências que estas variáveis exercem entre si, tentando uma melhor compreensão deste fenómeno
complexo que é a resposta do organismo à doença.

(Texto integral-systvari.pdf)

À PROCURA DE UM ÍNDICE DE GRAVIDADE NA SÉPSIS
Prof. Dr. Rui Moreno(1), Dr. Ricardo Matos(1), Drª. Teresa Fevereiro(2), Drª. Maria Ermelinda Pereira(2)
Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente
Hospital de Santo António dos Capuchos
(1) Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente, Hospital de Santo António dos Capuchos
(2) Serviço 3 Medicina, Hospital de Santo António dos Capuchos
RESUMO
Constituindo uma das causas mais frequentes de morbilidade e mortalidade nas Unidades de Cuidados Intensivos, a sépsis é hoje a grande responsável pela maioria dos casos de Síndrome de Falência Múltipla de Órgão. O seu estudo tem sido prejudicado pela inexistência de definições consensuais para o seu diagnóstico e de métodos prognósticos apropriados para a sua estratificação.
O objectivo desta revisão é analisar os vários modelos propostos para a estratificação de risco no doente séptico, com especial ênfase no doente com Síndrome de Falência Múltipla de Órgão.
PALAVRAS CHAVE: Sépsis; choque séptico; Síndrome de Falência Múltipla de Órgão; Prognóstico.
(Texto integral-IGsepsis.pdf)
A FORMAÇÃO EM CUIDADOS INTENSIVOS
Enfª. Margarida Barão, Enfª. Eunice Henriques
Escola Superior de Enfermagem de Calouste Gulbenkian de Lisboa

(Texto integral-Formacao.pdf)

CUIDADOS INTENSIVOS / NOVOS ENFERMEIROS
Enfª. Maria Fernanda Tomáz Reino (1), Enfª. Maria João Alvellos Leitão (2)
(1) Hospital de Santa Marta
(2) Unidade de Cuidados Intensivos, Hospital Fernando Fonseca

(Texto integral-novosenf.pdf)

PSEUDOANEURISMA DE AORTA ASCENDENTE: COMPLICACION TARDIA TRAS BY-PASS AORTO-CORONARIO
Dr. F.J. Tejada Ruiz(1), Dr. M. Robles Marcos(1), Dr. A. Merchán Herrera(2), Dr. D. Pérez Civantos(1), Dr. V. Jerez G-C(1), Dr. J.A. Juliá Narváez(1)
Hospital Universitario Infanta Cristina, Badajoz
(1) Unidad de Cuidados Intensivos. Hospital Universitario Infanta Cristina, Badajoz
(2) Unidad de Hemodinamica. Hospital Universitario Infanta Cristina, Badajoz
(Texto integral-Pseudoan.pdf)
COMO DIALISO OS MEUS DOENTES
Dr. Eduardo Almeida, Dr. Pedro Matos Moreira
Unidade de Cuidados Intensivos
Hospital Garcia de Orta
PREÂMBULO
Longe vão os tempos em que um doente que desenvolvia uma insuficiência renal aguda (IRA) na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) se tornava um quebra cabeças para todos nós, se precisasse de técnicas de suporte
da função renal. No início da década de 80 pouco mais podíamos fazer que diálise peritoneal, com os inconvenientes do tipo de catéteres que nesse tempo se utilizavam, da maior dificuldade na ventilação mecânica desses doentes, da pouca capacidade para "secar" os doentes. A deslocação dos doentes críticos a centros de diálise era sempre um processo penoso e cheio de riscos.
Surgiu então a possibilidade de se recorrer à hemofiltração artério-venosa (HFAV). A introdução dessa técnica nas UCI, o desenvolvimento de filtros com membranas mais biocompatíveis e a aprendizagem da utilização
correcta da técnica, levou a uma maior estabilidade dos doentes, mais conforto para estes e para nós, que os tratávamos.
A utilização de equipamentos cada vez mais sofisticados foi outro grande avanço, permitindo recorrer-se a técnicas mais fiáveis e mais seguras, para os doentes, como a hemodiafiltração veno-venosa (HDFVV), dos nossos dias.
Vários registos anedóticos de quem foi o primeiro a fazer essas técnicas, são contados em todos os Congressos. Tenho na memória a "tragédia" que foi fazer a primeira hemodiafiltração (HDF) no Hospital de S. José.
O apoio dado por não intensivistas, ao desenvolvimento dessas técnicas de suporte, foi fundamental para o aperfeiçoamento da execução das técnicas em cuidados intensivos. A maior parte dos intensivistas recorreram à aprendizagem em centros de diálise; em muitas UCI recorreu-se à consultoria por parte de nefrologistas. Porém, nunca foi assumido que as técnicas de depuração extra-renal em cuidados intensivos, eram propriedade de nefrologistas, antes se adoptou a posição, lógica, de que o coordenador e executor da técnica, no doente crítico, tem que ser o médico que está à cabeceira do doente 24 horas por dia e não apenas no horário de "expediente".
A realidade nacional é muito díspar. A evolução técnica de norte a sul não tem sido equilibrada. Se numas UCI se desenvolvem as técnicas pelos processos mais modernos e sofisticados, noutras utilizam-se métodos mais rudimentares, de acordo com a experiência de médicos e enfermeiros e de acordo com o tipo de equipamento disponível. Em várias UCI nacionais tem que se recorrer a HF AV por não haver equipamentos para mais; em outras, o recurso a equipamentos sofisticados significa simplesmente utilizar um corpo de bomba de sangue. As experiências de UCI para UCI também são muito diferentes, dependendo do tipo de doentes que as unidades internam. Naturalmente, as incorrectamente chamadas UCI da Urgência terão muito menos experiência nesta área que uma UCI polivalente, que trabalha com muito mais frequência e volume de doentes a nível III, com doentes com falência de vários órgãos e sistemas e, invariavelmente com falência renal aguda. A experiência de quem faz HDF em 30 a 40 doentes por ano tem que ser diferente de quem as faz em 10 ou menos doentes por ano.
(Texto integral-Dialise.pdf)

TÉCNICAS DE SUBSTITUIÇÃO RENAL CONTÍNUA: ONDE ESTAMOS? PARA ONDE VAMOS?
Aníbal Marinho
Serviço de Cuidados Intensivos
Hospital Geral de Santo António
Porto
(Texto integral-Trenalco.pdf)

PAPEL DO NEFROLOGISTA NA UNIDADE DE CUIDADOS INTENSIVOS
Dr. Pedro Ponce
Serviço de Nefrologia Hospital Garcia de Orta
UCIP do Hospital da Cuf
(Texto integral-nefrolog.pdf)

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Data de criação: 10 de Maio de 1999
Última actualização: 14 de Junho de 2000

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