ANEXO 2: ALGORITMO DE DECISÃO PARA TRANSPORTE DE DOENTES CRÍTICOS INTER-HOSPITALAR

Tratamento Médico e de Enfermagem imediato para estabilização do doente

 

Avaliar o estado do doente
1 - Diagnóstico
2 - Recursos humanos e de equipamento para tratamento adequado
3 - Benefícios da transferência
a)Exames auxiliares
b) Necessidades de certa especilaidade médica/cirúrgica
4 - Riscos da transferência
a) Problemas fisiológicos
b) Problemas durante a transferência

 

Deve o doente ser transferido ?

 

SIM
(I)
Determinação do Hospital Receptor
1 - Avaliar necessidades médicas, de enfermagem, de equipamento
2 - Considerar a disponibilidade em causa
3 - Considerar a preferência do doente
4 - Obter aceitação do hospital
a) Médico receptor qualificado e motivado
b) Enfermagem ao corrente da hora aproximada de chegada

 

SIM (II)
Selecção do Meio de Transporte
1 - Doente
2 - Geografia e estado do tempo
Selecção de Acompanhantes
1 - Doente
2 - Qualificação requerida
Iniciar Procedimentos de Transporte
1 - Mobilização do pessoal
2 - Utilização dos protocolos instituídos
  NÃO
(possível mudança das
condições do doente,
tempo ou decisão prévia)
Continuar Tratamento Adequado
1 - Doente no local mais apropriado
2 - Comunicar com Hospital receptor
a) plano de suporte (backup)
b) pedir recomendações
3 - Eliminar barreiras
a) re-estabilizar o doente
b) seleccionar o meio de transporte
c) esperar mudança climática
4 -Reavaliar necessidade de transferência

 

SIM
(III)
Preparar o Doente e a Família
Fisicamente
1 - medidas terapêuticas para minimizar os riscos
2 - medidas para minimizar as complicações
Psicossocialmente
1 - assegurar consentimento informado e local de destino
2 - perceber as necessidades do doente/família
Administrativamente
1 - documentação clínica completa
2 - comunicação entre enfermagem e médicos

SIM (IV)
Transferir

Utilizar procedimentos e
protocolos do Hospital

SIM (V)

Avaliar a transferência e relatar o outcome dos doentes transferidos/transportados

Adaptado de: Guidelines for the transfer of critically ill patients. critical care medicine 1993, 21/6: 931-37