BOLETIM SOCIEDADE PORTUGUESA DE CUIDADOS INTENSIVOS Nº 2 Junho de 1997 |
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O Panorama actual da SociedadeEduardo Almeida Após 5 meses de actividade da Direcção, com uma campanha de cobrança de quotas e de actualização de ficheiros pelo meio, podemos dar já uma ideia aproximada da estrutura associativa da Sociedade. Herdámos um ficheiro de associados bem elaborado, todavia, eram aparentes algumas falhas, provocadas sobretudo por 4 factores:
A campanha desencadeada no início deste ano visa corrigir estas irregularidades, mas também, compreender melhor o perfil dos sócios e incentivá-los a participarem mais na vida da Sociedade. Numa Sociedade com as características da SPCI, com associados de diferentes áreas profissionais, muitos deles desligados há vários anos da Medicina Intensiva, não é fácil cativar e mantê-los interessados nas actividades. A Direcção tem feito um esforço para fazer chegar a todos os associados algum sinal de que a Sociedade existe - reiniciou a publicação de um Boletim, de carácter essencialmente informativo, está empenhada em revigorar a publicação da Revista, iniciou a publicação de uma página na Internet, onde os associados internautas têm acesso a informações relativas à vida da Sociedade e a reuniões e locais de interesse no âmbito da Medicina Intensiva. Vai realizar anualmente reuniões de âmbito nacional (Simposios e um Congresso) e iniciar, após o verão, a realização de reuniões de âmbito regional 2 a 3 vezes por ano. Pela primeira vez dotou-se Sociedade de uma estrutura - uma sede em Lisboa, com um funcionário (para já em part-time, mas logo que se justifique a tempo inteiro) de forma a ser possível responder com maior eficácia aos pedidos de informações dos sócios. Aumento da quota anual O aumento do valor da quota para 5000$00, aprovado na Assembleia Geral de 16 de Maio é uma necessidade premente, dados os encargos que se assumiram - no entanto esse valor é facilmente reembolsado, com o recebimento do Boletim (4 por ano), da Revista (3 por ano), da consulta livre da página da Internet e do desconto em reuniões que a Sociedade patrocine. Quantos somos ? quem somos ? Em 30 de Maio de 1997 o número efectivo de sócios é
de 2018.
Temos 694 sócios da zona norte do país (médicos - 254, enfermeiros - 437, outros - 3), 230 da zona centro (médicos - 117, enfermeiros - 109, outros - 4), 937 da zona de Lisboa e vale do Tejo (médicos - 420, enfermeiros - 496, outros - 21), 90 do Alentejo e Algarve (médicos - 33, enfermeiros - 55, outros - 2), 17 da Madeira (médicos - 12, enfermeiros - 5), 43 dos Açores (médicos - 14, enfermeiros - 28, outros - 1), 5 de Macau (médicos - 3, enfermeiros - 2) e 2 de Espanha (médicos - 2).
Dos 2018 sócios, em 159 casos desconhece-se a morada ou o local de trabalho. Quotas em dívida Em relação à quotização estão pagas até 1995 -
1099 quotas, do ano de 1996 - 623 quotas e do ano de 1997
- 483 quotas. O que implica dívidas avultadas. O número total de sócios ainda em dívida no ano de 1997 é de 1563 o que atinge uma quantia bem simpática de 3.080.100$00 !! Já para não falar de dívidas dos anos anteriores o que perfaz cerca do dobro daquele valor. A Direcção da SPCI está empenhada na cobrança das quotas atrasadas, embora compreenda que em muitas situações estas anomalias se devem a dificuldades de comunicação entre as gerências anteriores e os associados. Algumas situações curiosas se têm posto: como os sócios que não existiam nos ficheiros; como as pessoas (cerca de 30) que pagam quotas por transferência bancária mas não existem nos ficheiros; como a numeração de sócio que em muitos casos não corresponde à ordem cronológica de admissão - situações herdadas de outras gerências e para as quais se vai procurando arranjar solução. Numeração dos sócios Algumas críticas têm chegado em relação à
numeração actual dos sócios - a forma como esta
Direcção numera os sócios é, como é lógico,
cronologicamente pela data de admissão; os sócios
anteriores a 1997 estavam já numerados e desconhecemos a
forma como foi feita a numeração. O que a Direcção
actual fez foi eliminar os sócios falecidos e
desistentes o que propiciou a baixa do número e não o
seu aumento. Cartão de sócio A partir deste ano os associados da SPCI vão passar a receber um cartão de sócio com o respectivo número, que lhes proporcionará a identificação em quaisquer eventos quer da SPCI quer dos que a Sociedade patrocine. Esse cartão será enviado após a boa cobrança das quotizações. Sócios reformados Está ainda a ser estudada a possibilidade de propiciar regalias aos associados reformados - situação para a qual só se poderá dar resposta quando se tiver uma ideia mais real do número de sócios nessas condições. Alteração estatutária Uma das propostas eleitorais que os actuais Corpos
Gerentes fizeram foi a da alteração estatutária - de
forma a dotar a SPCI de um documento, sem hiatos e que
permita um maior desenvolvimento da Sociedade. Entendemos que, na actual fase da vida da Medicina
Intensiva, seria mais rentável a sub-divisão em
secções de grupos profissionais, de forma a que (dentro
da SPCI) os grupos, com relativa autonomia, possam
desenvolver as suas actividades. A Direcção da SPCI agradece a todos os associados interessados em discutir o assunto que nos enviem opiniões e propostas. A pedido serão enviadas cópias dos actuais estatutos e das propostas de alteração existentes. Espera-se de todos a compreensão para uma equipa dinâmica e jovem, sem dúvida empenhada em desenvolver a Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos e em congregar todos os que se interessam pelos problemas da Medicina Intensiva em Portugal.
Regulamentação da concessão de patrocínio a reuniões de carácter científico
Lisboa, Junho de 1997 Logotipo da SPCI (para download) - spcilogo.gif (9 Kb)
Morada da Nova Sede
Publicações da SociedadeO BOLETIMAquando do lançamento do Boletim, pretendemos proporcionar um espaço destinado aos sócios da SPCI , onde de forma desburocratizada se troquem opiniões ,se discutam pontos de vista científicos diagnósticos ou terapêuticos que constituem muitas vezes, preocupações no dia a dia da actividade normal dos serviços onde trabalhamos. Pretendemos criar um Forum, onde seja possível explanar posições pessoais , debater metodologias e trocar experiências, sem o crivo rigoroso duma revista médica ou de enfermagem. Para tal , apenas se torna necessário que cada um de nós se desiniba o suficiente, para ao correr da pena iniciar o debate das ideias. O Boletim , é assim, um instrumento para ser usado de forma a poder testar aquilo que fazemos diariamente ; a partilha de conhecimentos e de vivências, a discussão dos problemas que preocupam os médicos e enfermeiros dos Cuidados Intensivos. A REVISTAA Revista da Sociedade, tem procurado ser o veículo dos trabalhos científicos, que de algum modo se vão produzindo , nas Unidades Portuguesas. Todos sabemos , que de uma maneira ou de outra, o entusiasmo pela produção de trabalhos não é grande nos nossos serviços, mas todos sentimos necessidade em inverter esta tendência. É intenção da Sociedade , envidar todos os esforços para promover a nossa Revista, procurando que se torne indexada já a partir do próximo ano e assim atrair mais artigos às suas páginas. O Boletim e a Revista são dos Sócios : ESCREVA-NOS
Eleição do representante Português para o Conselho da Sociedade Europeia de Medicina Intensiva ESICMDe acordo com os estatutos da ESICM, está a decorrer
o processo que conduzirá à eleição do Representante
Português no Conselho daquela Sociedade Europeia. Os
mandatos têm a duração de dois anos.
VII Congresso Nacional de Medicina Intensiva / III Reunião Ibérica de Medicina IntensivaNos dias 5 a 7 de Novembro de 1998 vai a Sociedade
Portuguesa de Cuidados Intensivos realizar o seu VII
Congresso Nacional. Esta reunião terá a presença dos
nossos colegas intensivistas espanhóis dado coincidir
com a III Reunião Ibérica de Medicina Intensiva.
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